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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007
STANZA
Artista britânico, apresenta a obra Sensity, que participou da última edição da Bienal de Veneza. O projeto propõe uma interação com a cidade. Durante o MOTOMIX, uma série de sensores serão espalhados nos arredores da Cinemateca para enviar dados do entorno – como temperatura, umidade e fluxo de carros – para um computador localizado no espaço expositivo. Esse computador interpreta os dados e transforma-os em imagens e sons que são projetados em telões e podem ser manipulados pelos visitantes. Realizada anteriormente em Londres, a instalação também terá um link disponível para que o espectador faça um contraponto entre as duas metrópoles.
Site do Stanza: http://www.stanza.co.uk/
Sobre o Sensity, do site de Stanza:
“Sensity artworks are made from the data that is collected across the urban and environment infrastructure. A network of sensors, some fixed, and some embedded, collects data which is then published online. The sensors then interpret the micro-data of the interactive city. The output from the sensors displays the emotional state of the city online and the information will be used to create installations and sculptural artifacts.
These artworks made will represent the movement of people, pollution in the air, the vibrations and sounds of buildings, they are in effect emergent social sculptures visualizing the emotional state of the city. The sensor network can be moved from urban to rural setting and different types of visualization can be made depending on the environment. Sensity is an open social sculpture that informs the world and creates new meaningful experiences.
Sensity is a highly technical project that’s will give vast amounts of information about the fabric of our cities. By embedding the sensors we can re-engage with the urban fabric and enable new artistic metaphors within city space. The sensors are positioned across the city. Custom software enables these sensors to communicate will one another in a network. The data can be used to create visualizations in an open source environment. Online users can also re- interpret the data and interrogate the various sensors in the network as eventuallt this will all be open sourced as well. Representations of these datasets will allow unique understanding of the urban environment and environment in real time.
Motes are used to collect the data. The ‘motes’ are tiny wireless sensor boards that gather data and communicate to the central server. The real world is monitored and the data stored in an archive retrieval system. Motes and sensor boards sense the micro incidents of change in the weather, the noise traffic flows and people flows. The interactions of all this data, controlled via interfaces that can re-form and re-contextualise experiences in real time.
Sensity incorporates the holistic city system, the movement of people, pollution in the air, the vibrations and sounds. The sense city is a city of, accumulated incidents of love, abuse and death. The micro incidents of change in the weather, the noise traffic flows and people flows. The archives of this data can be controlled via mixed up interfaces that can re-form and re-contextualise experiences in real time; to make emergent sculptures visualizations and sculptures.
The data is the medium.”
Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007
MOTOMIX 2007 SEMINÁRIO CIDADE EM REDE
Ciclo de palestras
28, 29 e 30 de novembro de 2007, 20h-21h45
MESA 1: 28 de novembro
20h-21h45
Maria Lúcia Santaella: Imagens Líquidas
Stanza: Sencity
Moderador: Fernando Velázquez
MESA 2: 29 de novembro
20h-21h45
Marcos Ferreira dos Santos: Os nomadismos e os fluxos no imaginário
Rosangella Leote: Mobile Art
Moderador: Magaly Prado
MESA 3: 30 de novembro
20h-21h45
Marcelo Tramontano: Redes na cidade, ações de design
Lucia Leão: Os Neo-nômades
Moderador: Milton Sogabe
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LOCAL - Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207
Vila Clementino, São Paulo.
Tel. +55 11 3512.6111
Quinta-feira, 15 de Novembro de 2007
Mostra Novas Imagens | Votação popular
Você pode votar no seu filme favorito até domingo à noite através do site:
http://www.motomix2007.com/participe/votacao_imagens/index.php
Dia 21 de novembro serão divulgados os resultados da votação popular e do júri especializado formado por:
Fernando Oliva, Marcelo Tas e Ricardo Ribenboim.
Segunda-feira, 29 de Outubro de 2007
Redes na cidade, ações de design
Marcelo Tramontano
1 Tempo. A arquitetura e o design têm sido confrontados, na contemporaneidade, à necessidade de reformulação de suas categorias clássicas. Tradicionalmente estruturadas em torno da intenção de se conceber espaços onde se dá a vida quotidiana, essas disciplinas vêem-se agora obrigadas a considerar processos dinâmicos antes por elas ignorados. De variável usualmente ligada à materialidade das obras, o tempo ganha relevância ao tornar-se a fibra com que se tecem os atuais processos mediados de transmissão da informação.
2 Hibridação. Afastando-se de definições que o condenam às limitações dos ambientes físicos, o espaço arquitetônico vê adensar-se sua natureza concreta pelo aporte de instâncias virtuais. Isso dota-o de um caráter híbrido, aproximando-o da própria noção de meio de comunicação, regido por dinâmicas próprias e recentes que constituem a atual matéria prima da arquitetura e do design.
3 Habitação. Temática por excelência da reflexão arquitetônica, a habitação torna-se objeto de leituras combinatórias que buscam relacioná-la a diferentes campos disciplinares. Se é basicamente de processos que se compõe esse lugar, a edificação deixa de ser o principal produto de seu estudo. Se o edifício habitação não mais encerra e qualifica prioritariamente as ações do habitar, o foco da arquitetura e do design desloca-se para a interação entre usuários e espaço.
4 Interação. É estreita a relação entre os espaços concretos em que se desenvolve a vida quotidiana e os diversos processos de comunicação que lhe dão suporte: o habitar alimenta-se e apenas se define se ambas as instâncias são consideradas. De diferentes maneiras, por meios digitais ou não, pondo em relação pessoas, objetos, edificações, comunidades e fragmentos urbanos, processos de interação completam as dinâmicas do habitar.
5 Diversidade. Resulta desse esforço uma visão ampliada do tema, que entende o habitar como o território onde se desenvolvem múltiplos aspectos do quotidiano do habitante urbano, onde ações e espacialidades se combinam e interagem, e processos de comunicação de diferentes naturezas se efetivam. Tal entendimento revela uma grande diversidade de configurações possíveis para esse habitar, permitindo imprimir-lhe um caráter inequivocamente plural.
6 Escalas. Cinco escalas podem ser selecionadas na compreensão das espacialidades híbridas do habitar: a escala virtual de ambientes unicamente existentes em meio digital, a escala do corpo ampliado por dispositivos informatizados, a escala de objetos e peças de uso quotidiano com mídias integradas, a escala do edifício tratado como uma interface de comunicação, e a escala urbana relativa à informatização de fragmentos urbanos.
7 Virtual. Mundos unicamente existentes em meio digital são, no entanto, parte de espacialidades híbridas já que apenas se justificam diante da presença física de um usuário humano. É nesses lugares de comunicação, especialmente naqueles web-based, que se desenrolam partes crescentes da vida quotidiana de um número cada vez maior de pessoas.
8 Corpo. Ao explorar relações mediadas por dispositivos informatizados entre o corpo humano e o espaço que o abriga, mergulha-se no universo da computação ubíqua e da computação vestível. Mobilidade e flexibilidade, conceitos caros à arquitetura e ao design desde o século XVIII, quando iniciou-se a mecanização da vida quotidiana, associam-se à idéia de autonomia do ser, de equipar-se o indivíduo mais do que o espaço em que ele se move.
9 Objeto. Processos de comunicação intra-familiares parecem exibir, no ocidente, certos padrões de recepção de informações externas, de sua compreensão e processamento pelos membros do grupo, de seu armazenamento ou descarte, além da produção de novas informações. Cada uma dessas ações tem como suporte peças de mobiliário e objetos do universo doméstico, cuja potencialização por inserção de mídias permite entrever interiores domésticos com peças até aqui desconhecidas. Sua concepção norteia-se menos pelas possibilidades técnicas de sistemas informatizados e mais por sua capacidade de adensar atos quotidianos.
10 Edifício. Para além dos sistemas de automação residencial, a informatização do espaço arquitetônico capacita-o a constituir-se em uma interface de comunicação. A casa como interface eletrônica, como meio de comunicação como extensão do homem que a ocupa, co-labora na construção de sentidos individuais do morar.
11 Urbano. Incluir comunidades inteiras em processos de comunicação mediada pode auxiliá-las a se organizar no enfrentamento de problemas em comum, e também para descobrir novos níveis de sociabilidade, encobertos, talvez, no dia-a-dia do mundo concreto. Entre o ágora eletrônico e a obra de artemídia urbana, interfaces colaborativas propõem nuances e níveis de complexidade à concretude da cidade.
12 Experiência. Habitares interativos são territórios onde se desenrolam diferentes partes da vida quotidiana. Desenhá-los pressupõe, antes de mais nada, considerá-los sistemas de comunicação em diversos níveis: usuário-usuário, usuário sistema, usuário-espaço, sistema-espaço,… Se a experiência espacial proporcionada pela arquitetura e pelo design, potencializada pelo uso de mídias, possui a capacidade de transformar o usuário ou seu contexto, seria correto desenhá-la. Como um processo reconhecível com início e fim, como uma seqüência de eventos interconexos, produzindo uma impressão final de satisfação ou de insatisfação, a experiência espacial mediada pela informatização pode, assim, compor novas narrativas.
Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007
Mostra audiovisual competitiva - Motomix 2007 “Cidade em rede”.
O tema da Mostra Audiovisual Competitiva “Novas Imagens” é “Cidade em rede”. O termo “rede”, do latim rete, se refere a uma estrutura com padrões característicos, e se aplica a diversas áreas do conhecimento. As grandes metrópoles contemporâneas, com suas infra-estruturas digitais, são “cidades em rede”. Esses espaços urbanos se caracterizam pela ampla utilização das novas tecnologias de comunicação e informação tanto com o objetivo de produção, acesso e vinculação de dados, como na criação de espaços sociais. Na cidade em rede, a computação ubíqua, pervasiva, os celulares 3G, as redes sem fio (Wi-Fi, Wi-Max, RFID, bluetooth, infra-vermelho) favorecem e propiciam conexões com o ciberespaço e ações sociais em tempo real.
As dinâmicas das redes telemáticas reconfiguram antigas práticas e usos do espaço urbano. Nesse cenário, os aparelhos de telefone celular surgem como aparatos necessários para as ações em rede. Na cidade em rede, a emergência das novas tecnologias de comunicações propicia vivências híbridas, simultaneamente nos espaços físicos e nas redes informacionais. Nas ações corriqueiras da cibercultura, a cidade em rede emerge em posts, em blogs e em trocas de arquivos mediadas por tecnologias sem-fio. Fundamentais no processo de comunicação, os celulares também se transformam em instrumentos na criação de conteúdos audiovisuais. Tais produtos são pensados para serem publicados, disponibilizados para acesso, conectados a outros produtos, enfim, para existirem como pontos da rede. A linguagem audiovisual ao incorporar a característica do estar em rede se altera de maneira radical. Mais do que nunca, conceitos como roteiro, edição e narrativa clássica entram em crise. O audiovisual da cidade plugada, ávido de estar on-line, conectado, acessível, exige novos formatos. Estamos presenciando o nascimento de uma nova estética, a estética do acesso.
As dinâmicas de acesso à informação no espaço urbano, os espaços de fluxo, a cibridização do espaço urbano, a emergência de redes espontâneas e passageiras (ad-hoc network), a vivência em espaços híbridos e a criação de redes sociais são alguns dos pontos de interesse da Mostra Audiovisual Competitiva “Novas Imagens”.
Lucia Leão e Fernando Velázquez
Terça-feira, 09 de Outubro de 2007
Dispositivos móveis
O termo “dispositivos móveis” refere-se a equipamentos como Handhelds, PDAs, Smartphones, Celulares e GPS, mas num grupo mais amplo, poderíamos incluir qualquer tipo de equipamento eletrônico portátil para captação de imagens e sons, como as câmeras fotográficas digitais, mp5 e outros gadgets similares.
Com a proliferação destes equipamentos, surgiram inúmeros festivais que fomentam e divulgam a pesquisa de linguagem nestas recentes formas de produção audiovisual.
O “Forum des Images”, organiza o “Pocket Film Festival“, um festival que acontece no Centre Pompidou em Paris e que este ano chegou a sua terceira edição.
Conheça os filmes participantes da mostra competitiva deste ano, dentre os quais destacam-se 3 filmes produzidos no Brasil.
Sexta-feira, 28 de Setembro de 2007
Motomix 2007
O Motomix 2007 já começou!.
A partir de hoje recebemos através do site, filmes feitos com dispositivos móveis (telefones celulares, câmeras fotográficas, computadores de mão, etc.) para participarem da mostra competitiva “Novas Imagens”.
O Motomix 2007 inclui uma série de ações em torno do tema “Cidade em rede” e serão valorizados os filmes que abordem esta temática.
Consulte o regulamento e participe. A data final para envio dos filmes é 06 de novembro!
Nos próximos dias apresentaremos a programação completa do módulo de arte multimídia.
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